domingo, 20 de março de 2011

Ponto Final


Hoje estou a pôr um ponto final à desbunda alimentar que têm sido os últimos dias. Nem vale a pena estar a enumerar o que eu comi. A miúda já está bem, amanhã vai para a escola e eu vou trabalhar. Vou sem vontade nenhuma, mas sei que em relação à alimentação, vou entrar na linha.
O período está para chegar e o humor anda péssimo. Nem sei como é que me aturam. Deve ter sido por isso que o maridão nem refilou quando eu lhe pedi para ir comprar o creme para o desafio. Todas as desculpas são boas para sair da minha frente quando eu estou com esta disposição.
E cheirar a Primavera lá fora e não poder sair. Que neura.
E para juntar a tudo isto, falemos de caca. Mas por que é que a minha tripa só funciona quando eu vou trabalhar? Chega aos fins de semana ou aos feriados e nada. E nestes dias em que eu estive em casa, não saiu nada de jeito. Se for dia de trabalho, assim que eu acabo de tomar o pequeno almoço, já está.
Assim, apesar de hoje ser domingo e de eu estar com a neura de domingo à noite, estou também esperançosa nesta semana que vai começar. Vou regressar à rotina e até acho que vou perder pelo menos dois quilos.

Vai começar

Amanhã vai começar o Desafio da Joana.
Apesar de eu o iniciar com o triste peso de 64,2, estou bastante motivada e acho que este cheirinho a Primavera também me ajuda a ser mais forte.
Se eu pensar bem, depois de uma semana fechada em casa e com o período para me aparecer, talvez nem seja um mau peso. Pelo menos não aumentou.
Muita força para todas as participantes e obrigada à Joana pelo trabalho com a organização.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Crepes, smarties e afins


Sou mesmo muito estúpida. Que eu não devo ter estas porcarias cá em casa, já eu sei. Também sei que não moro sozinha e é difícil impor certas coisas aos outros. A força de resistir a estas tentações tem que partir de mim, mesmo que não tenha doces em casa, eles existem por todo o lado. E mesmo que não os tivesse, lembro-me de ter cerca de 10, 12 anos e ir fazer massa de areias, às escondidas, para comer crua. Isto se não houvesse ovos para uma gemadita, por isso, ter a despensa cheia não pode ser desculpa para a minha fraqueza.
Mas mesmo assim, não sei quem é que se lembrou de inventar esta porra dos crepes de chocolate que só têm que ir 1 minuto ao microondas antes de nos alambazarmos. E eu sou tão estúpida que até consigo ter uma opinião sobre quais são os melhores, se os do Pingo Doce, se os do Continente. Eu prefiro os do Continente, têm mais chocolate. Os do Pingo Doce têm mais meia volta de massa. Mas o chocolate dos dois é bom, não sabe àquelas essências de baunilha que quase todos os chocolates para culinária têm. Eu sou tão estúpida que até seria capaz de fazer uma dissertação sobre crepes congelados.
Claro que isto foi depois de atacar as smarties dos miúdos que andavam cá por casa e os restos de chocolate para culinária e as bolachas de água e sal com carradas de manteiga e ......
Resumindo, tenho a minha filha mais nova doente e não saio de casa há dois dias. Até ontem resisti, hoje já não.
Vou ter que dar umas caminhadas valentes no fim de semana.

quarta-feira, 16 de março de 2011

A cozinha da Lilith


A Lilith, grande inspiração para muitas de nós, está a organizar um concurso e um sorteio.
Podem ler tudo sobre estas iniciativas aqui.
Boa sorte para a Lilith e para as mudanças que está a tentar fazer na sua vida.

terça-feira, 15 de março de 2011

Desafio de Primavera

A Joana está a organizar um desafio.
Acabei de me inscrever, sinto que estou mesmo a precisar de mais este incentivo.
Podem inscrever-se em:
http://menospesonasasas.blogspot.com/

Continuando

Como é costume, a esta hora do dia, ainda sou uma menina bonita. Espero continuar a ser.
Hoje saí cedo da escola e fui comprar umas calças. Queria ver se encontrava iguais às últimas que comprei, baratinhas e como têm versão curta, uma meia leca como eu não tem que fazer baínha.
Não havia o meu tamanho das que eu queria. As que tinham o meu tamanho, eu não queria. Não comprei nada e resolvi que quando voltar a estar abaixo dos 60 kg, compro umas na salsa, de um modelo de que não me lembro do nome mas que fazem o rabo e a barriga parecerem mais pequenos. Já tive umas nos meus setentas e muitos e adorei. Acho que se voltar aos cinquentas mereço e já não falta assim tanto.
Espero que seja um bom incentivo.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Está a encarreirar

Não vou mentir, tive um deslize, grandito, antes do jantar, mas fora isso tudo bem.
Almocei uma salada com carne assada que levei de casa, fiz os lanches todos e se conseguir ficar a água até ir para a cama, dou este dia por conseguido.
Acho que é assim que tenho que pensar, um dia de cada vez. Ou se quiser ser mais exacta, um serão de cada vez, já que a asneirada que eu faço costuma ser toda depois do jantar.

domingo, 13 de março de 2011

Mudanças

Isto vai mesmo ter que mudar. A partir de agora não vou falhar. Já consegui uma vez e vou voltar a conseguir.
Hoje o meu peso era de 64,5. Sinto-me uma falhada. Já pesei quase menos 10 quilos.
Agora vai ser sem falhas. Fazer todos os lanches, beber água e não ceder a tentações.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ando a querer enganar quem?

Ah, eu emagreci 23 quilos! Sou muita boa! Pois sou, só que a seguir engordei oito.
Desses oito que engordei, já perdi 2. Ai mas que bom, sou mesmo espectacular!!!!
Pois é, mas continuo com excesso de peso e para voltar a ter um IMC normal, tenho que perder pelo menos mais 5kg. O problema é que esses 5 quilos  não desaparecem nem por nada e ao mínimo deslize engordo 1 ou 2 quilos. Será que sou só eu que consigo engordar dois quilos num jantar? Será que isto faz sentido? E nem sequer precisa de ser uma orgia alimentar, basta comer mais um pouco do que é normal (ou seja, basta jantar).
Às vezes penso que não é justo. Logo a seguir lembro-me de todas as misérias que há no mundo e ainda acrescento à minha frustração um belo sentimento de culpa.
Hoje li um post da Morganya e tomei consciência de uma triste realidade. É que também como ela, eu sou incapaz de comer saudavelmente só consigo emagrecer à base de comportamentos anorécticos.
Eu posso andar a enganar muita gente, mas o que eu não posso permitir é andar a enganar-me a mim.

terça-feira, 1 de março de 2011

Enfardanço

Ainda não são seis da tarde e já comi este mundo e o outro.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Mais um dia...

Mais um dia em que não consigo tirar nenhuma alegria daquilo que faço.
Mas não trouxe trabalho para casa. Saí da escola às 6 da tarde, cumpri o meu horário inteirinho, até mais do que devia já que almocei em quinze minutos e o resto foi sempre a bulir.
O pior foi que quando saí, fui com a minha filhota do meio ao supermercado e andámos as duas a comprar chocolates que comemos no caminho para casa. Um dia não são dias...
E não é verdade que não tiro nenhuma alegria do que faço. Apesar de andar cansada e frustrada, os meus alunos dão-me muitas alegrias.
Mas se eu pudesse deixar de trabalhar... nem pensava duas vezes.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Novo ânimo

Tenho andado a pensar e a repensar e não encontro forma de dar a volta à minha vida (profissional), que acho que é o que me puxa para baixo. É um trabalho que nunca está terminado e eu sou bastante perfeccionista no que diz respeito à minha profissão e culpabilizo-me quando os resultados não são os que eu espero. Sinto-me incompetente, apesar de ter resultados muito bons.
Tenho que parar com isto. Tenho que trabalhar apenas as horas que me competem e se o trabalho não ficar feito, aceitar que a culpa é do sistema. Tenho que ter fins de semana e feriados. Tenho uma família e os meus filhos também precisam de mim.
Este ano estou a trabalhar em condições perfeitamente ridículas. Andamos todos a brincar às escolas e a fingir que chegamos a algum lado. Eu que nunca fui uma militante activa de nenhum partido (apesar de nunca ter falhado uma eleição), acredito cada vez mais que o objectivo de tudo isto é acabar com a escola pública.
Eu continuarei a desempenhar a minha profissão o melhor que sei e posso, mas não vou sacrificar mais a minha família.
Desculpem o desabafo e espero conseguir cumprir o que digo.

Quanto a dietas, não consigo emagrecer. Há meses que ando à volta dos 62 e não consigo descer dai. Espero que o solinho me dê alento.
O ano passado foi o primeiro em mais de dez anos em que voltei a vestir um biquíni. Este ano quero voltar a fazê-lo.
Vamos trabalhar para o Verão.

Espero que o encontro tenha corrido bem. Apesar de nunca ter dito que ia, lembei-me muito de vocês.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Não há como...

Não há como um belo dia de sol para tudo parecer melhor.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mais um dia...

...a chegar a casa às nove da noite, com trabalho para preparar, por causa de uma reunião da treta, onde se discutem assuntos da treta por um tempo interminável.

No outro dia disseram-me que uma das formas de sair de momentos em que estamos menos bem é fingir que somos felizes. Fingir, fingir, até nós acreditarmos. Será que meter a cabeça na areia é solução? Vou tentar. Mal não faz e será mais fácil aturar-me.

Obrigada a todas pelo carinho.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sobreviver

Há quase dois meses (pelo menos) que tenho a consciência de que estou num buraco fundo de onde não consigo sair.
O trabalho não tem fim. A juntar aos horários malucos e às reuniões fora de horas, há a preparação de aulas e a correcção de trabalhos que tenho que fazer em casa. Não há noites nem fins de semana. E mesmo assim, o trabalho não fica todo feito, antes pelo contrário.
A paciência para os alunos é nenhuma.
A disponibilidade para o marido é nenhuma.
Estar bem disposta ao pé dos filhos não acontece.
A casa parece uma pocilga.
Quando não estou a trabalhar, frustrada como tudo, estou a chorar.
De dia arrasto-me, de noite não durmo.
Não consigo estar um minuto sozinha.
Não consigo descansar um minuto.
E quando penso que tenho um marido que me ama e que eu amo, três filhos lindos, saudáveis e inteligentes, uma casa e um emprego sinto-me a mulher mais ingrata do mundo. Ainda fico pior.
Eu não sou (era) assim, sou (era) optimista por natureza, vejo (via) sempre o copo meio cheio.